O que é um sistema fieldbus?
Durante muito tempo, conectar instrumentos e equipamentos ao sistema de automação significava levar sinais individualmente do campo até o controlador.
Um transmissor podia, por exemplo, enviar uma variável de processo por um sinal de 4 a 20 mA. Para outro instrumento, era necessária outra ligação. Para outro sinal, mais uma.
Esse modelo continua sendo utilizado e faz sentido em diversas aplicações. Mas, conforme a quantidade e a complexidade dos dispositivos aumentam, cresce também a necessidade de trocar mais informações entre o campo e o sistema de controle.
É justamente nesse contexto que entram os sistemas fieldbus.

O que significa fieldbus?
De forma simples, um fieldbus é um sistema de comunicação digital desenvolvido para conectar dispositivos utilizados na automação industrial.
Em vez de transmitir apenas uma variável por uma conexão dedicada, os dispositivos passam a trocar dados digitais através de uma rede de comunicação.
Sensores, atuadores, remotas de entrada e saída, inversores, instrumentos e controladores podem participar dessa comunicação, dependendo da tecnologia utilizada.
Essa mudança é importante porque um dispositivo industrial normalmente possui muito mais informação disponível do que apenas o valor principal de processo.
Um inversor, por exemplo, não precisa informar somente uma velocidade. Dependendo do protocolo e do equipamento, também pode disponibilizar estados operacionais, alarmes, parâmetros e informações de diagnóstico.
O fieldbus cria uma estrutura para que essas informações sejam transportadas pela rede e utilizadas pelo sistema de automação.
Qual é a diferença para uma ligação convencional?
Imagine um transmissor de pressão conectado ao sistema de controle por um sinal de 4 a 20 mA.
A corrente representa o valor da variável medida. Para aquela função, é uma solução simples e extremamente difundida na indústria.
Em uma rede fieldbus, a comunicação é digital. Isso permite transportar diferentes tipos de informação entre os dispositivos utilizando uma infraestrutura de comunicação compartilhada.
A principal mudança, portanto, não é apenas trocar um tipo de cabo por outro.
Muda a quantidade e a qualidade das informações disponíveis para o sistema de automação e para a equipe responsável pela planta.

O que isso traz para a automação?
Uma das vantagens mais visíveis é a redução da quantidade de cabeamento quando comparada a arquiteturas com grande número de conexões individuais.
Mas esse é apenas um dos benefícios.
Dependendo do protocolo e dos dispositivos utilizados, uma rede fieldbus também pode disponibilizar informações de estado, parâmetros e diagnósticos dos equipamentos.
Isso cria mais possibilidades para configuração, operação e manutenção da planta.
Outra característica importante é a padronização da comunicação.
Em tecnologias abertas e padronizadas, equipamentos de diferentes fabricantes podem participar da mesma rede desde que atendam aos requisitos definidos para aquela tecnologia e aplicação.
Isso não significa que qualquer equipamento possa ser conectado a qualquer rede. Protocolo, perfil, meio físico, configuração e características dos dispositivos precisam ser compatíveis.
Um engenheiro da TS pode olhar o caso com você e indicar por onde começar o diagnóstico.
Fieldbus e meio físico são a mesma coisa?
Não.
Essa diferença será importante nos próximos conteúdos.
O protocolo define as regras utilizadas para a comunicação entre os dispositivos. O meio físico está relacionado à forma como os sinais são efetivamente transmitidos.
No PROFIBUS DP, por exemplo, uma das tecnologias de transmissão mais utilizadas é o RS 485.
Portanto, RS 485 e PROFIBUS não são dois protocolos concorrentes.
O PROFIBUS define a comunicação, enquanto o RS 485 pode ser utilizado como tecnologia de transmissão para essa comunicação.
Onde entra o PROFIBUS?
O PROFIBUS é um dos sistemas fieldbus mais difundidos na automação industrial.
Ele permite a comunicação digital entre controladores e diferentes dispositivos de campo, como remotas de entrada e saída, inversores, instrumentos e outros equipamentos utilizados no processo produtivo.
A partir daqui começa uma questão importante.
Se diferentes equipamentos possuem características, parâmetros e informações de diagnóstico próprios, como o controlador sabe o que cada dispositivo PROFIBUS é capaz de fazer?
É justamente para isso que existe o arquivo GSD.
No próximo conteúdo da jornada, vamos entender o que ele é e qual é sua função dentro de uma rede PROFIBUS.
Pronto para assumir o controle da sua rede?
Evite surpresas. Diagnostique. Certifique. Otimize. Conte pra gente o que está acontecendo na sua planta e um engenheiro da TS retorna com o próximo passo técnico



