Sobre PROFIBUS     Sobre PROFINET (em breve)


 

1. Quais os tipos de Mestres Profibus?

São dois os tipos de mestre Profibus segundo a norma: Mestres Classe 1 e Mestres Classe 2, eles têm papéis diferentes na rede. 

O Mestre Classe 1 é o responsável pelo controle do processo, ele realiza a troca de dados cíclica com os dispositivos de campo e está presente todo o tempo na rede, os PLCs e demais controladores são Mestres Classe 1.
Já os Mestres Classe 2 são utilizados para outras funções que não o controle do processo. Por exemplo, uma estação de engenharia com um sistema de gerenciamento de ativos utiliza um mestre classe 2 para acessar parâmetros internos ou blocos funcionais em equipamentos Profibus PA. Alguns mestres classe 1 podem também realizar a função de mestres classe 2. Uma rede Profibus pode não ter um mestre classe 2, ou ter um mestre classe 2 apenas temporariamente. O TH Link Profibus além de ser um completo monitor de rede Profibus, é também é um mestre classe 2 que dá suporte a sistemas de engenharia baseados em FDT/DTM para parametrização de instrumentos Profibus PA sem custos adicionais, seu DTM pode ser acessado livremente na Internet.

2. Quais os websites mais indicados para se buscar informações sobre Profibus e Profinet?

O website da Associação Profibus do Brasil (www.profibus.org.br) e o da Profibus Internacional (www.profibus.com) são bastante completos e possuem grande acervo de documentos e informações técnicas para consulta. Todavia, alguns dos documentos ali presentes são restritos aos associados.

{slider 3. Existem treinamentos para certificação de profissionais em Profibus e Profinet?}

Sim, estes treinamentos e certificações são oferecidos por Centros de Treinamento Profibus e Profinet auditados e credenciados em diversos países do mundo, inclusive no Centro de Treinamento Profibus no Brasil, localizado em São Carlos – SP, sendo que os certificados possuem validade internacional. No website da Associação Profibus do Brasil você pode consultar a agenda de treinamentos e fazer sua inscrição.

4. Como posso saber o tempo de ciclo de uma rede Profibus?

O tempo de ciclo de uma rede Profibus pode ser medido com um analisador ou um monitor de redes, como o TH Link Profibus ou o PBT4. Na casa de milissegundos, ele define a taxa de atualização e de leitura dos instrumentos de campo da rede e depende de três fatores: (1) o número de escravos da rede, (2) a taxa de comunicação da rede (baudrate) e (3) a quantidade de bytes de entrada e de saída que os instrumentos de campo fornecem.

5. Como posso parametrizar um instrumento Profibus PA? 

Dependendo do instrumento é possível realizar a parametrização via ajuste local, por um software dedicado fornecido pelo fabricante do instrumento ou pela rede Profibus. Neste último caso, pela rede Profibus, é necessário um sistema baseado em arquivos de descrição de dispositivo EDD ou em drivers DTM. Caso o instrumento em questão possua o arquivo DTM, basta que se tenha um mestre classe 2 que tenha driver DTM conectado à rede Profibus do instrumento (como por exemplo, o TH Link Profibus que tem seu driver DTM disponível sem custos) e um aplicativo FDT como o Pactware, que é livre e não tem custos e pode ser acessado livremente na Internet.

6. O que significa comunicação Manchester no Profibus PA?

Manchester é o nome de um padrão de modulação de sinais seriais digitais especialmente desenvolvido para barramentos onde o sinal digital trafega no mesmo par de fios que alimenta os instrumentos. No Manchester, modula-se os bits “1” e “0” como transições de patamares de corrente elétrica. Esta forma de modulação é utilizada nos segmentos Profibus PA e em outros barramentos de campo, como no Foundation Fieldbus.

7. O padrão de comunicação serial RS-485 do Profibus DP é igual ao de qualquer outro dispositivo RS-485? Poderia então conectar um dispositivo RS-485 a uma rede Profibus DP?

O padrão serial RS-485 utilizado no Profibus é o mesmo de outros dispositivos RS-485. Todavia no Profibus DP a taxa suportada pelos equipamentos de campo pode chegar a 12 MBits/s e o somente se utiliza um único tipo de terminação de barramento.
Porém, não é possível se conectar um equipamento qualquer com interface RS-485 a um segmento Profibus DP, pois os protocolos de rede deste instrumento que definem o formato das mensagens e o instante em que cada instrumento pode enviar um telegrama não seriam compatíveis com o Profibus.

8. Tenho dispositivos com interface serial RS-485 (dispositivos Modbus RTU e ASCII) e RS-232, como ligá-los a uma rede Profibus DP?

Para isso é necessário utilizar um instrumento conversor com duas portas seriais: uma por onde se conecta ao instrumento serial (RS-232 ou RS-485) e a outra por onde se conecta a uma rede Profibus DP, da qual é um escravo. Um exemplo deste equipamento é o SPI 3.

9. Quais os tipos de redundância em Profibus?

A norma Profibus (nas versões DP-V0 e DP-V1) não define mecanismos de redundância de cabos, mestres ou escravos. Entretanto os fornecedores de instrumentos e equipamentos de rede possuem soluções proprietárias para esta finalidade.

10. Qual a melhor taxa de comunicação Profibus DP para minha aplicação?

Quanto maior a taxa de comunicação (baudrate) de uma rede Profibus, menor será o período de ciclo da rede. Entretanto sabe-se que redes com altas taxas de comunicação são menos imunes a influências externas e, portanto mais propensas a falhas. Por outro lado, as redes configuradas com baixas taxas de comunicação se comportam de forma mais robusta, embora com tempos de ciclos maiores.
Desta forma, a melhor taxa de rede para uma aplicação é a mínima possível que resulte em um tempo de ciclo de rede não superior ao período de controle do controlador (tipicamente o tempo de scan do CLP). Esta taxa será a que resulta em uma rede com maior robustez sem influenciar negativamente o controle do processo.

11. Qual a diferença entre GSD, EDD e FDT/DTM? Qual a finalidade de cada um?

A sigla GSD (de General Station Description) é usada para designar os arquivos que acompanham todos os equipamentos escravos Profibus DP e PA. Sem este arquivo é impossível se inserir o equipamento no projeto do mestre da rede. Nele estão descritas todas as características pertinentes ä comunicação do dispositivo, bem como as descrições dos parâmetros, módulos e diagnósticos do equipamento.
Já as siglas EDD e FDT/DTM designam tecnologias para se acessar parâmetros de instrumentos durante a operação da rede. Os arquivos EDD (Electronic Device Description) são integrados a um software compatível que os utiliza para, através de um mestre Profibus classe 2, ler e escrever em parâmetros um dado instrumento DP ou PA. Já a sigla FDT/DTM designa outra tecnologia diferente da empregada no EDD para a mesma finalidade: parametrização de instrumentos. É esta a tecnologia utilizada pelo equipamento TH Link Profibus. É importante destacar que tanto o EDD quanto o FDT/DTM não são apenas empregadas em Profibus, são disponíveis também para outros barramentos de campo como FF e HART.

12. O que preciso para implantar um sistema de gerenciamento de ativos na minha rede Profibus?

Principalmente 3 componentes:

- Um software para Gerenciamento de Ativos, atualmente eles se baseiam principalmente em FDT/DTM. Um aplicativo que pode ser utilizado para esta finalidade e é fornecido sem custo é o Pactware.
- Um mestre classe 2 que dê suporte ao software utilizado, ou seja, que possua um driver DTM, como por exemplo o TH Link Profibus.
- Drivers DTM dos instrumentos de campo da rede, que em geral são fornecidos sem custos pelos fabricantes de instrumentos.

13. Qual a diferença entre DP-V0, DP-V1 e DP-V2?

Estas são as três versões do protocolo Profibus, a diferença entre elas é a quantidade de serviços que englobam. A versão DP-V0, utilizada pela grande maioria dos equipamentos Profibus DP é a versão mais compacta do protocolo, define basicamente os serviços de troca de dados cíclica, parametrização, configuração e envio de diagnósticos. A versão DP-V1 expande o leque de serviços da DP-V0, definindo o acesso (escrita e leitura) esporádico a parâmetros internos de instrumentos de campo. Esta versão é utilizada principalmente nos instrumentos Profibus PA.
Já a versão DP-V2 é uma versão do protocolo que expande ainda mais os serviços da rede para aplicações de “motion control”. É uma versão dedicada aos drivers e outros equipamentos deste segmento. O mais importante é lembrar que as três versões do protocolo são compatíveis e, portanto, equipamentos DP-V0, DP-V1 e DP-V2 comunicam-se sem problemas em uma mesma rede.

14. O que é o Profibus FMS?

Antes de existir o protocolo Profibus DP, existia o Profibus FMS. Ele foi utilizado até meados da década de 1990 antes de ser substituído pelo Profibus DP. Atualmente a versão FMS do Profibus é obsoleta, portanto não é mais comercializada e nem utilizada em novos projetos.

15. Como saber se meu conector Profibus DP está bem montado?

A melhor forma de se conferir a montagem de conectores é contar com o conhecimento e a experiência de um profissional certificado como Instalador Profibus. Este profissional possui a capacitação necessária para montar corretamente e testar a montagem do conector. Problemas com montagem equivocada de conectores são muito comuns e uma das principais causas de falhas em redes Profibus.

Todos direitos reservados

in |    icon2 roda